The Meg & Meg 2: The Trench
The Meg e Meg 2: The Trench são dois filmes que existem e eu fui ver ao cinema. Sim, fui ver os dois ao cinema e sim, vou falar nos dois de uma vez, porque honestamente, não justificam ser falados separadamente. Assim sendo, vamos então "dissecar" estes filmes feitos para o mercado chinês.
A história destes filmes é simples e esta é a do primeiro, um megalodonte, semelhante aos atuais tubarões-brancos que deixou de existir à milhões de anos, passou uma barreira na Fossa das Marianas, o ponto mais fundo do mar no nosso planeta, a mais de dez mil metros de profundidade. Este Meg atacou um submarino onde se encontrava o Jason Statham com a sua tripulação, e ele foi forçado a abandonar parte da tripulação para sobreviver. Com isto, ele perde a sua reputação profissional e o seu casamento. Isto até parece uma história interessante quando contado assim, mas na prática o filme nunca chega ao potencial que a sua sinopse promete. O Jason Statham é chamado para ajudar numa missão em que a ex-mulher está a participar e daqui para a frente temos um filme em que nos tentam assustar de tempos a tempos com "jump scares" do tubarão gigante a chegar e tentar matar ou matar mesmo alguém até ao confronto final em que a personagem principal mata o tubarão gigante da seguinte forma: após o Meg destruir o veículo do Jason Statham, este sai de dentro do veículo após colocar um engenho que o permite respirar debaixo de água, retira uma espécie de lâmina do veículo, espeta uma faca no corpo do monstro e espeta com a dita lâmina no olho do Meg, que decide saltar fora de água ao estilo das baleias para o sacudir, e durante esse vôo ele enfia ainda mais a lâmina no olho e mata a criatura. É tão grandioso quanto a descrição aqui feita.
Antes de falar dos dois filmes em conjunto, falemos então do plot do Meg 2, que é uma verdadeira confusão e então vou simplificar porque genuinamente não justifica outro parágrafo enorme. O grupo liderado pelo Jason Statham passa a barreira mencionada no parágrafo anterior, onde não só descobrem mais megalodontes, como também pessoas, uma organização que está a extrair algo valioso das profundezas. Honestamente, depois disto acontecem muitas coisas que não dão em nada no grande esquema da história, pessoas do grupo morrem, existe uma traição, mas todas as pessoas más envolvidas morrem até ao fim do filme, vão para uma ilha com mini dinossauros nos entretantos, o cunhado do Jason criou um Meg desde bebé e é basicamente a relação que o Chris Pratt tem com aquele Velociraptor no Jurassic World. Por falar no cunhado, o interesse amoroso do Jason não aparece neste filme, por algum motivo, mas aparece a filha e então passa de um romance no primeiro filme para uma dinâmica da pai-filha no segundo. Por fim, um Kraken luta contra um Meg no fim do filme. Sem dúvida um dos filmes de todos os tempos.
Estes filmes não são bons, a melhor descrição é mesmo medíocres senão maus mesmo. Ainda assim, são essencialmente o meu "guilty pleasure", aquele tipo de filme que sabes que não é bom mas gostas na mesma. Como já disse, vi os dois no cinema e não me arrependo, fui com amigos e pude-me rir dos filmes. São baseados em livros, e o conceito tem tudo para ser interessante nas mãos certas, mas estas adaptações claramente não extraem o potencial aqui presente. O único motivo pelo qual estes filmes são relevantes é o facto do Jason Statham estar neles, é o tipo de ator ao estilo dos anos 80 e 90 dos filmes de ação, em que se o nome dele está associado ao projeto, vai fazer dinheiro e ter sucesso, e assim tem sido. Fizeram mais de 500 milhões de dólares no primeiro e quase 400 milhões no segundo, por isso podem ter a certeza que o terceiro filme é uma possibilidade senão uma certeza.
Os efeitos especiais nestes filmes não são muito bons, na realidade são até algo maus, tendo em conta que têm budgets superiores a 100 milhões de dólares por filme para gastar, mas é provável que a maioria do dinheiro vá para marketing ou para pagar aos massagistas do Jason Statham, já que este deve ficar com dores nas costas por carregar esta franquia. As trilhas sonoras não são memoráveis, apesar de no segundo filme usarem "Barracuda" das Heart para um trailer e o "Under Pressure" dos Queen com o David Bowie no início do filme. Como já disse, o Jason Statham carrega estes filmes, mas no segundo filme tenho de destacar o ator Page Kennedy, que proporcionou alguns momentos genuinamente engraçados. Acaba também por mostrar a mudança de tom entre os dois filmes, no primeiro há um ambiente mais tenso e sério, enquanto que no segundo filme eu não julgaria ninguém por pensar que era uma comédia, quase que numa tentativa de admitir o ridículo da história e abraçar um tom mais leve, ou para evitarem uma machadada no rating de idades do filme, apesar de terem os dois o mesmo rating de "PG-13".
No final de contas o guião em si é o maior culpado de tudo, não culpo atores mas sim quem escreveu as palavras que tiveram de sair da boca dos atores, ainda assim acho que ambos os filmes têm uma qualidade semelhante, dei-lhes o mesmo rating, mas considero o primeiro filme melhor que o segundo, com uma história mais simples e concisa, ainda que não muito boa de qualquer maneira.
The Meg - 5⭐⭐⭐⭐⭐
Meg 2: The Trench - 5⭐⭐⭐⭐⭐
- Miguel Caetano Caeiro


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