Na minha cabeça II
Prisão perpétua de existência Estar preso com os próprios pensamentos Tentar fazer sentido de alguma coisa É fundamentalmente desimportante Tentar perceber quem sou Porque sou como sou Será que sou quem penso que sou Penso sequer que sei quem penso que sou? Se existe algum tipo de divindade Um ser criador de todos os seres Tenho muitas perguntas, sem dúvida Pois parece ter um sentido de humor único Mas não acredito que me possa esconder assim Atrás da ideia de um deus me ter criado assim Posso só ter nascido assim E é por isso que sou assim Apenas e só um mero acaso Uma má sorte da lotaria genética Um pobre coitado sem controlo Mas não, não me quero esconder desta forma Todos os dias tenho a oportunidade de mudar De ser quem quero ser, ou que penso querer ser Confiante, destemido, sociável, atraente A ideia da pessoa perfeita, que todos iriam gostar Contudo, não é só estalar os dedos e já está Mudança, sobretudo num ser humano, demora tempo Se é que chega sequer a funcionar, a tomar ef...