Sporting 4 - 1 Manchester City (Liga dos Campeões 2024-25)
Último jogo em Alvalade enquanto treinador do Sporting para Ruben Amorim, e que jogo! O Sporting goleou o Manchester City, tetracampeão inglês, que não perdia um jogo na competição há 26 jogos!, recorde total da competição que acabou esta noite em Lisboa, dia 5 de Novembro de 2024. Podemos dividir este jogo em duas partes, pois foram uma primeira e segunda partes muito diferentes uma da outra.
A primeira parte não podia ter começado pior para o Sporting, a conceder um golo nos primeiros 5 minutos, marcado por Phil Foden, após Morita ter perdido a bola num local proibido. O Sporting não conseguia construir jogo, por isso apostou num futebol mais direto, o que, neste caso, significa meter a bola em Viktor Gyökeres e apostar que este consiga fazer golo. A primeira grande oportunidade do Sporting foi mesmo assim, com a bola a ser lançada para o sueco através de Pedro Gonçalves, que foi também quem recuperou a bola e apanhou a defesa do City a dormir. Gyökeres recebeu a bola na linha do meio campo e não tinha ninguém à sua frente, sendo que correu, então, até à entrada da área onde tinha apenas Ederson à sua frente. Parecia que o golo era certo, mas o sueco tentou o chapéu e este saiu frouxo e direto para as mãos do guardião brasileiro. Suspiro de alívio para os Cityzens, olhares incrédulos por parte na Nação Sportinguista, pois Gyökeres não costuma falhar nestes lances. Mas muito mais estava para vir nesta partida.
O resto da primeira parte foi domínio quase total do City, com um ou outro contra-ataque do Sporting, mas sem grande perigo. Isto é, até Gyökeres voltar a ter uma oportunidade para marcar, e à segunda não hesitou. Minuto 37, estava reposta a igualdade no marcador, num excelente passe de Quenda e excelente corrida do sueco, mais uma, e uma finalização sem hipóteses para Ederson. 1-1 e assim ficou o resultado até ao intervalo, com um crescimento claro do Sporting após o golo, mas com o City ainda a controlar o jogo.
Eu, e quase todos os que viram o jogo, adoravam ter estado no balneário do Sporting para ver o que disse Ruben Amorim durante o intervalo, pois a entrada para a segunda parte foi verdadeiramente diabólica. Um lance de equipa muito bem trabalhado, em que a equipa adversária nem tocou na bola, acaba em golo de Maxi Araújo, com um remate rasteiro e fulminante. Tinham passado apenas 22 segundos. 2 minutos depois, Trincão tem uma grande arrancada pela esquerda, entra na área, e Gvardiol faz um autêntico disparate, fazendo falta clara nas costas do internacional português. Gyökeres não perdoa e faz o 3-1 ao minuto 49.
Os jogadores do City estavam de cabeça perdida. 5 minutos intensos transformaram o que se esperava ser uma segunda parte dura para o Sporting, num jogo que era agora à base de defender a vantagem e mostrar o melhor que estes jogadores podem fazer quando estão sobre menos pressão.
O futebol às vezes é assim. Uma equipa domina os primeiros 45 minutos e sai ao intervalo com um empate, quando podia estar a golear, e na entrada para a segunda parte encontram-se com uma desvantagem de dois golos ao fim de 5 minutos.
O Sporting esteve claramente melhor na segunda parte do que esteve na primeira, mas o City continuou a ter mais bola. Criaram algumas oportunidades mas a sorte não estava com os ingleses, e não há momento que encapsule mais isso do que o penalti de Haaland, com o norueguês a rematar à barra! A partir daqui, parece que o City deixou de acreditar que podia recuperar, e o Sporting continuou a crescer.
Ao minuto 80 surgiu o 4-1, de penalti, com Gyökeres a chegar ao hat-trick e a tornar-se no melhor marcador da competição nesta temporada! Geny Catamo, que começou no banco, foi quem ganhou a grande penalidade, com Matheus Nunes, antigo jogador do Sporting, a ser o culpado neste lance. 4-1 seria o resultado final, com o City a não mostrar grandes ideias para recuperar desta desvantagem.
Despedida de sonho para Amorim em Alvalade, com todos os fãs do Sporting, do Manchester United, e fãs neutros em geral, a celebrar um resultado histórico para o campeão nacional português. Uma segunda parte praticamente perfeita do Sporting, que arrancou de maneira implacável e acabou em festa.
Resta apenas uma palavra para descrever todo o trabalho de Ruben Amorim e da sua equipa técnica no Sporting: "Obrigado".
- Miguel Caetano Caeiro

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